Páginas

Mostrando postagens com marcador redenção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador redenção. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A Paixão de Cristo


Talvez o filme mais bem produzido sobre as últimas horas da vida de Jesus Cristo, este de Mel Gibson ofende a muitos com a clareza que expõe o sofrimento ao qual Jesus foi submetido. Mas será que Cristo sofreu mais castigos físicos do que qualquer um que já andou sobre a terra? Evidentemente, basta olharmos para as histórias comoventes dos mártires cristãos, de ontem e de hoje, e poremos isto em dúvida. Filósofos gregos foram executados cruelmente e chegaram até a impedir que chorassem por eles. Morreram calados e com coragem. Assim também o foram, conjecturo, muitos cristãos perseguidos pelas mãos de Roma, por exemplo. Mas diz a Escritura que, antes de ser entregue aos sacerdotes judeus, Jesus chorou lágrimas de sangue no Getsemani. Seria o Filho de Deus medroso ou mais fraco que qualquer homem? Aquele que disse que bastava uma palavra e legiões de anjos viriam a seu dispor deveria temer os homens em que? Certamente, eu digo, precisamos saber o que Jesus temia. O que o fez chorar sangue? Disto depende nossa compreensão do Evangelho. Jesus pediu ao Pai que afastasse dele um cálice, uma taça. Mas, o que havia neste copo? A resposta encontraremos nas próprias Escrituras.

“Desperta, desperta, levanta-te, ó Jerusalém, que bebeste da mão do SENHOR o cálice do seu FUROR; bebeste e sorveste os sedimentos do cálice do atordoamento.” (Isaias 51:17)

"Porque assim me disse o SENHOR Deus de Israel: Toma da minha mão este copo do vinho do FUROR, e darás a beber dele a todas as nações, às quais eu te enviarei." (Jeremias 25:15)

"Porque na mão do SENHOR há um cálice cujo vinho é tinto; está cheio de mistura; e dá a beber dele; mas as escórias dele todos os ímpios da terra as sorverão e beberão." (Salmo 75:8)

Como vemos, diz a Palavra de Deus que, em sua mão, Deus tem um cálice cheio de FUROR, palavra que significa IRA, RAIVA, SANTA INDIGNAÇÃO. E que dará de beber aos ímpios da terra, aqueles que pecaram contra sua santa Lei. Ainda poderíamos citar outros versos mostrando quão terrível é este cálice, cheio de misturas e lixo, como nos revelou o salmista.

O que Jesus temia? Esta foi nossa pergunta. Não, ele não temia sofrimento algum dos homens. Jesus temia algo muito pior. Jesus temia o que eu e você deveríamos temer. Ele temia aquilo de que hoje muitos zombam, negando sua existência. Jesus temia a IRA DE DEUS! O que ele estava para fazer era tomar voluntariamente o cálice da IRA do Deus Todo-Poderoso. Isto é uma figura de linguagem que descreve que Jesus estava para ser castigado, punido, atormentado pelas mãos do próprio Deus pelos pecados. E pecados de quem? Dele não eram, pois Cristo jamais pecou. Eram pecados dos homens. Imorais, indignos, imundos, violadores da lei. Dia após dia, eu e você pecamos milhares de vezes. Seja nas menores coisas, nos tornamos indignos diante da santidade de Deus. Somos criminosos, violadores dos seus mandamentos.

A resposta teológica mais digna que já ouvi a respeito do motivo pelo qual o pecado do homem merece punição ETERNA no fogo é exatamente que, embora na nossa mentalidade, um único pecado possa ser simples, não se trata do ofensor, e sim do ofendido. Diga mal a respeito de um rei em público e você provavelmente vai preso. Diga mal a respeito de um qualquer e nada te acontecerá. A ofensa torna-se pior devido a magnitude do ofendido. É a lei da proporcionalidade. Cada ato deve ser punido de acordo com a proporção da ofensa. "Olho por olho, dente por dente" nos diz a Lei de Deus. Pecamos contra um Deus infinito em seu ser. Seremos punido com a eternidade de sofrimentos e desgraça. Ai de nós, certamente, pois pecamos não contra um semelhante nosso, mas contra o ETERNO e SOBERANO, e INFINITO Deus.  Merecemos, portanto, punição infinita. Esta seria a única forma de saldar nosso débito com Deus: passando a eternidade no Inferno.

Mas Deus é amor! E por isso mesmo dizem as Escrituras, “Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” (Isaías 53:5). Sim, a Lei de Deus prevê a morte ao infrator, mas também prevê um resgate. Alguém puro e imaculado deveria sofrer a punição no lugar do homem. A Ira de Deus precisa ser satisfeita. Quem? Quem faria isso, senão o Filho do Homem, Jesus, Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem?  E, estajam certos de que ele fez. Bebeu o cálice. E ali na Cruz realizou algo que NENHUM filme conseguirá retratar. Cinegrafistas sequer entendem isso. O maior cargo de Cristo foi na Cruz. Ali, sem ninguém ver, sejam seus discípulos, sua mãe, ou mesmo aqueles que dele zombavam impiamente. Nenhum deles viu a mão invisível que o afligia. Ali, em instantes, ele suportou o Deus Eterno em inimizade contra ele mesmo. Enquanto escrevo isso busco palavras, pois as mesmas faltam. Não há nas línguas dos homens algo que possa descrever com perfeição esta cena. Deus ferindo a Seu Filho, derramando sobre Ele a Ira que eu você levaríamos a eternidade para pagar, em apenas alguns momentos. Isso sim, foi o que o fez chorar sangue. E ele bebeu do cálice. E ali na Cruz pagou total e finalmente pelos pecados do seu povo. Dali em diante, embora possamos muitas vezes não entender, NÃO existe nenhuma dívida ou crime na ficha daqueles que creem em Jesus Cristo. Ela está limpa, nova, branca. Continuamos pecadores miseráveis, sim. A única coisa que diferencia um crente em Jesus de um incrédulo não é a ausência de pecado, mas sim, o sangue que foi posto sobre um e não sobre o outro. E quando Deus olha para este homem sujo de sangue, ele não vê pecado, pois sua ira fora satisfeita. Louvado seja o SENHOR, e a Seu Filho amado, pela Obra da Redenção!!!

Isso me lembra que eu devo dizer algo a três grupos de pessoas:

1) A você que crê em Jesus, por mais que te atormentem os seus pecados, legalmente você está livre. Legalmente não existe condenação sobre você. Descanse na promessa da Redenção. Não digo descanse como se dissesse “não busque viver em santidade” ou ainda “não se incomode com o seu pecado”. Pelo contrário, a marca de um verdadeiro salvo é sua luta por perfeição, é sua guerra contra o pecado que habita em si mesmo. O que eu estou dizendo é que você deve entender que todos os seus pecados já foram perdoados na Cruz! E isso não pode ser tirado de você. As circunstâncias, dores, os males, os anjos maus a serviço do Príncipe das Trevas, todos eles tem nenhum direito de te condenar ou de te tirar o perdão. Ele foi comprado por Cristo, e na autoridade e poder de Cristo é que te foram outorgados. Queira Satanás ou não, “ninguém intentará acusação contra os eleitos de Deus”.

2) A você que não crê, que vive como se não estivesse em oposição a Deus. Pare de desperdiçar sua vida. Acorde de sua cegueira, arrependa-se. E por que isto é tão importante? Pois todos os que não creem em Jesus não recebem os benefícios da Cruz. Se você não crê, isto é, se você ainda não se arrependeu, e tornou-se para Deus e Sua Lei, você está em oposição a Deus e sobre você está a IRA dele! Não espere até a porta da graça se fechar e você abrir os olhos na eternidade sem Cristo, sem estar sujo de sangue! De outro modo você enfrentará aquele cujos olhos são como chama de fogo. Terá de prestar contas diante do Juiz de toda a Terra! E sem Cristo será indesculpável, restando para você o fogo eterno do inferno.

3) A você que é um homem ou mulher religioso, vai a igreja, vive externamente como cristão; já foi batizado, participa da Ceia do Senhor, enfim. Para você mesmo, e talvez aos que estão ao seu redor, você seja um cristão. Mas você pode estar enganado. Eu não ousaria deixar este grupo de pessoas passar em vão. Isto por que eu creio que ele seja um dos mais numerosos. No Brasil estamos vendo um crescimento estrondoso da religião evangélica, entretanto, devo afirmar que não está aumentando o número de pessoas realmente nascidas de novo. Pelo contrário, elas são raras. Permita ofendê-lo por um momento, a você que é evangélico hoje no Brasil, mas por amor a Deus preciso faze-lo. À Lei e ao testemunho! Deixe-me dizer como se fazem novos convertidos no Brasil de hoje:
- convida-se a pessoa a comparecer em alguma igreja local com a desculpa de que Jesus pode mudar sua vida terrena. A pessoa, quando vai, o faz na expectativa de uma melhora de vida material. Seja um marido ruim, um emprego ruim, problemas financeiros, emocionais, na família, enfim, toda sorte de males desta vida. “Vem pra Jesus e sua vida vai mudar!” “Vem pra Jesus, e você que está desempregado conseguirá um emprego.” “Vem pra Jesus, e você será bem sucedido.” “Você nasceu pra vencer e Deus quer te prosperar.” “Aceite Jesus e veja sua vida transformada.” Todas estas frases fazem parte deste tipo de atitude e tentativas de conversão fantasiosas.
- a Igreja colabora com este sistema ímpio e mundano dizendo ao pecador que se ele “adquirir”, sim, ADQUIRIR a Jesus, então ele dará a solução aos seus problemas. Em raríssimas exceções, ou quase nenhuma, em muitos casos, a pessoa é levada a crer que ela tem um problema maior do que os que ela pensa que tem, a saber, que ela está em oposição e rebelião contra Deus. Pelo contrário, a Igreja MENTE a ela, sempre dizendo que Deus está do lado dela, e quer abençoá-la; basta ela conformar-se com duas ou três regras de conduta “evangélicas”, ir à igreja com certa frequência e pronto. E não digam-me que não é assim por que é exatamente isso que acontece. Conscientes disso ou não, nos ESQUECEMOS o que é conversão, arrependimento e salvação. Mas ainda tem mais.
- depois disso, a pessoa vai a Igreja, ouve a mesma pregação centrada não em Cristo, sua Soberania e o problema do pecado, a convocação geral de Cristo para indivíduos e nações submeterem-se a Sua Lei, mas nas suas necessidades terrenas. No fim, ela é convidada a fazer uma oração induzida, a famigerada e terrível “oração do pecador”. É convidada a dar uma chance para Jesus mudar a sua vida (!!!!). E, se ela fez a oração pela primeira vez, é convidada a ir a frente. Senão, está apenas afastada. Basta fazer de novo e voltar pra Ele. Para os evangélicos de hoje, este é o rito de passagem. Por um passe de mágica, a pessoa agora é declarada crente, convertida! Que loucura! Não existe heresia tão terrível quanto esta!
- uma vez “salva” a pessoa é, então, batizada sem qualquer entendimento do que é ser um convertido, apenas crendo e esperando que Jesus mudará sua vida... aqui na terra e que, por algum motivo, por estar na Igreja, ela um dia irá para o céu.
E assim tem sido, semana após semana; legiões de novos crentes se formam assim. Avalie hoje, você que lê este texto, se você não é um deles. A santidade na vida cristã é algo sério! O padrão de exigência para ser cristão é seríssimo! Você precisa odiar o estilo de vida do mundo. Ser cristão não é apenas não beber, fumar, matar ou roubar. Não! Olhe pare si e veja quão ímpios são seus pensamentos! Veja quantos mandamentos você transgride numa só conversa informal, num só programa de TV que assiste, em um rápido pensamento que passa pela sua mente! Esta geração de crentes de hoje sequer sabe disso. Sequer entendem a seriedade disso! Vivem como se estes pecados, quando o são reconhecidos como tal, fossem nada! E isso por quê? Porque eles foram levados a crer que são nascidos de novo quando NÃO são! Veja: se os evangélicos no Brasil hoje são mais de 20% por que não mudamos este país? Se com 120 pessoas cheias do Espirito Santo o mundo foi abalado na época dos apóstolos, por que nós hoje, com milhões, não conseguimos fazer isso? Ficou, por acaso, o Espirito Santo mais fraco? Ou seria o poder dos poderes, o qual ressuscitou Jesus dos mortos, não tão grandioso como outrora? Não. A resposta é que há poucos, pouquíssimos, que realmente entendem, compreendem, que realmente foram lavados com o sangue do Cordeiro. Isto precisa ser dito. E o foi. Oro a Deus para que você entenda, e não tenha vergonha de se arrepender e se precisar, assumir que mesmo depois de anos de igreja, até de ministério, você jamais foi convertido.  Melhor nos seria o humilharmo-nos agora, do que o enfrentar a Ira do porvir!

Pense nisso.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O Sangue de Jesus


O sangue de Jesus é um assunto por vezes relegado ao mero esquecimento nas igrejas modernas. Muitas vezes, é tido como um daqueles assuntos místicos, envolvidos quase sempre em um simbolismo sem muita aplicação prática no dia a dia. Entretanto, caro leitor, quero lhe dizer que este assunto é revestido de especial importância em todo o evangelho: o sangue de Cristo é real, aplicável e útil em cada momento do nosso dia.

Conhecer sobre este assunto não é ter um conhecimento “a mais”. Não é ser entendido em teologia sistemática ou soteriológica. Não! É o sangue de Cristo, meu amado, derramado a dois mil anos atrás, que ainda hoje nos torna livres do pecado, justos, santos, e puros diante do Deus todo poderoso e santo, diante de quem pecado algum pode subsistir, e diante de quem um dia todos estaremos em juízo, prestando contas a Ele! Quão maravilhosa é esta verdade, e quão bíblica também!

Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.
1 João 1:7

A temática do sangue de Cristo, e de seu papel, jamais poderia ser esquecida ou obscurecida na mente e entendimento dos que se dizem participantes da Igreja de Cristo. Em toda a Bíblia, percebemos algumas verdades sobre o pecado e sobre a forma que Deus trata o pecado; e estas verdades nos revelam a necessidade do sangue de Cristo. São elas:

a) todos pecamos, sem exceção (Romanos 3:23).
b) Deus é santo, e sua santidade não pode tolerar o pecado. Era necessário, então, que o homem pecador fosse separado eternamente de Deus – a condenação eterna. (Romanos 1:18, Habacuque 1:13).
c) mesmo sendo justo que toda a raça humana fosse condenada à separação eterna de Deus, aprouve a Ele que, por misericórdia, tomasse a iniciativa de reconciliar as partes ofendidas (Deus e o homem) (João 3:16).
d) no antigo sistema da lei mosaica, os pecados do povo (revelados pela Lei) deveriam ser expiados de alguma forma, para que a ira de Deus fosse aplacada. Para tanto, eram realizados sacrifícios de animais indicados por Deus, de forma que o sangue que era derramado “purificava” o homem pecador (muito embora não era o sangue do animal realmente que purificava, mas o sangue futuro que Cristo derramaria) (Hebreus 8:5, 9:11-28)
e) uma vez que o homem não poderia pagar pelos seus pecados a fim aplacar a ira de Deus, era necessário que o próprio Deus oferecesse sacrifício perfeito para de uma vez por todas aniquilar o pecado. E louvado seja nosso Deus, Jesus, que a si mesmo se entregou, como cordeiro imaculado, nos possibilitando hoje sermos livres, justificados e feitos idôneos de receber a herança que nos está preparada! Aleluia! (Hebreus 9:26, Colossenses 1:12)

Precisei expor estas cinco verdades, bem como fundamentá-las nas Escrituras, a fim de que você que lê este escrito possa entender que o sangue de Cristo não é mera mitologia, ou simbologia, muito menos fantasia. O sangue de Jesus derramado na cruz é o único meio que eu e você temos, meu amado, de sermos aceitos na presença de Deus, justificados e santificados para no último dia sermos achados dignos de receber a superior promessa.

Não posso me omitir de dizer algo para tentar remover um engano muito comum em nossos dias. Surpreendentemente, mesmo entre aqueles que professam ter algo da religião de Cristo dentro de si, mesmo entre aqueles que professam ser lavados e regenerados, ainda persevera a doutrina maligna e infernal hoje conhecida por universalismo. É uma teologia mentirosa, cujo cerne e essência consistem em dizer que Deus é tão misericordioso que no último dia, no fim das contas, ele não condenará nenhuma carne, antes, sua graça salvadora alcançará todo homem de todo lugar e de todas as eras, bem como de todo credo! Minha consciência não ficaria tranquila se eu deixasse de reverberar contra esta mentira que o diabo vem usando para enganar o povo de Deus. Preciso usar este espaço para tentar, de uma forma ou de outra, persuadi-lo, através da exposição da Palavra, de que este ensino não só é falso, como é pernicioso e extremamente perigoso.

Primeiramente desejo que tenhas em mente que Cristo é o único nome pelo qual devemos clamar por salvação (Atos 4:12) e que nenhum homem que não receber a Cristo pode ser salvo (Atos 3:23). Em segundo lugar, que Cristo é o único digno desta posição (de Salvador) dado que ele foi único que realizou o perfeito sacrifício, um cordeiro santo e sem pecado e feito mais alto que os céus (Hebreus 7:25-26). Por último, como já havia demonstrado anteriormente, nos é dito que Deus não tolera o pecado, e que o mesmo precisa ser expiado para que Deus possa aceitar o homem. E antes que penses que a morte de Cristo expiou os pecados de todos, leia Atos 3:19 e perceba a necessidade de arrependimento e conversão ANTES que os pecados sejam cancelados.

Dito isso tudo, quero agora mostrar, sem muito me prolongar, a natureza perniciosa desta doutrina, isto é, a forma covarde e anti-bíblica, com que ela ataca a doutrina fundamental da necessidade do sangue de Jesus. Se você leitor, é, de uma forma ou de outra, adepto deste pensamento universalista, peço que atente às minhas palavras com atenção. Se tens algum cuidado com tua alma, leia e medite seriamente no que vou escrever nas próximas linhas. Pois eu afirmo, sem titubear, que uma doutrina que destrua a necessidade do sangue de Cristo para remissão da forma como o universalismo o faz, não é digna de entrar no hall dos “pormenores teológicos”. É, antes, uma doutrina inimiga do cristianismo ortodoxo e bíblico o qual Deus tem mantido perpétuo através da preservação de sua Palavra.

O Apóstolo Paulo, na instrumentalidade do Espírito Santo, nos revelou de forma clara e incontestável a finalidade eterna do sangue que Jesus derramou na cruz do monte Calvário. Em Colossenses 1:20 nos é dito que Cristo “havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus”. Com este texto podemos entender que Cristo não veio ao mundo sem uma finalidade. Aquele que era desde o princípio, o Verbo que estava com Deus e era Deus (João 1:1-2), este mesmo se fez carne e habitou entre nós com o único fim de padecer e morrer, derramando seu sangue, para fazer propiciação pelos pecados do mundo inteiro! Por isso diz João, o Apóstolo, que Jesus é “a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro” (1 João 2:2). E o seu sangue derramado na cruz é o meio pelo qual podemos legalmente ser livres do pecado, pois sem derramamento de sangue não há remissão (Hebreus 9:22). Ainda nos afirma Paulo que o sangue de Cristo é o meio pelo qual somos justificados (Romanos 5:9). E, por fim, a redenção final do homem, isto é, a decisão de Deus em perdoá-lo e salvá-lo da ira vindoura, só é possível a quem receber Jesus e crer que ele derramou o seu sangue por nós, pois assim diz Efésios 1:7.

Diante de tudo isso, de todas essas verdades bíblicas expostas exaustivamente, não há como não perceber uma inconsistência entre a doutrina do universalismo e a doutrina da remissão pelo sangue. Se todos serão salvos, arrependendo-se ou não, crendo ou não, unindo-se a Cristo, ou não, segue-se que o sangue não é a única forma de trazer remissão e que o arrependimento seguido de confissão não é a única forma de se obtê-lo. Daí, concluímos que Cristo morreu em vão. E se Cristo morreu em vão, em vão também ressuscitou. E, portanto, é vã a nossa esperança! Se a nossa esperança é vã, também é mentirosa aquela Palavra que nos alimentava. De tudo isso, eu pergunto se você, crente em Jesus, pode ainda continuar crendo no universalismo, mesmo ele depondo contra o sangue de Jesus tão claramente, de modo a destruir qualquer esperança que você mesmo possa professar.

Inicialmente, neste artigo, falei a um grupo de pessoas que creem em uma doutrina perniciosa que depõe perigosamente contra a realidade e necessidade do sangue de Cristo para o mundo e para a Igreja. Desejo, a partir deste momento, falar a um segundo grupo de pessoas. Quero, agora, falar a você, crente em Jesus Cristo, que professa ter alguma iluminação da verdade do Evangelho, que professa conhecer Jesus Cristo de alguma maneira. Não estou negando a veracidade da sua confissão, nem tampouco estou dizendo que todos neste grupo de pessoas que introduzo neste momento estão enganados e perdidos. Mas não posso deixar de dizer que, se já não estão enganados, estas pessoas correm sério risco de se perder.

Eu não sei, amado leitor, qual foi a circunstância que o fez vir a Jesus. Não sei o que você ouviu, nem o que se passou em seu raciocínio na hora que você tomou a decisão de seguir a Cristo. Talvez você tenha vindo a Cristo baseado em promessas de prosperidade, saúde e riquezas materiais. Talvez por ver amigos ou parentes crentes enriquecendo, mudando de vida e ascendendo socialmente ou financeiramente depois que entraram para a igreja, você tenha decidido que queria isso para a sua vida. Se você veio a Cristo por quaisquer destes motivos, eu quero dizer a você, com muito peso em meu coração, mas impelido a fazê-lo, que você veio a Cristo pelo motivo errado. Não sabes quanto é difícil para mim dizer isso. Estou mexendo com emoções e sentimentos muito profundos ao dizê-lo, entretanto, por querer bem a sua alma, não posso me omitir. Ninguém deve vir a Jesus por bens materiais! Essa não é a esperança que o Evangelho infunde nos corações regenerados, tampouco sua promessa. Conquanto que discutir teologia da prosperidade não é meu objetivo neste artigo, eu não posso deixar de tocar numa ponta deste assunto quando menciono os motivos que o trouxeram a Cristo.

Antes de deixar de ler esse texto ou mesmo de achar que você não é salvo, deixe-me alertá-lo de que eu não estou dizendo que você permaneceu nestas condições nos períodos seguintes de sua caminhada cristã. Se esse for seu caso, amém! Se não for, ainda assim eu devo lhe dizer que ainda há tempo de corrigir suas prioridades: Deus está pronto a lhe ajudar. Não deixe que o diabo produza em sua mente qualquer pensamento que venha desmentir essa verdade.

Uma vez expostos alguns motivos errados de se vir a Jesus e de se caminhar com Jesus, quero agora expor o motivo central que deve prender alguém a Cristo. E eis este lindo e glorioso motivo:

Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.
Lucas 19:10

Buscar e salvar; a promessa da redenção ao homem pecador. A esperança da glória, que é ser perdoado a ponto do próprio Deus poder vir habitar em nós (Colossenses 1:27). E poder esperar firme, com certeza, de que em breve Ele virá segunda vez, para nos fazer participantes de sua ressurreição! E viveremos com Ele eternamente! Louvado seja nosso Deus e Salvador Jesus Cristo por esta maravilhosa verdade. A Ele a honra, a glória e o poder sejam dados!

Meu amado, não venha a Cristo senão pelo seu sangue! Tenha em sua mente que nós somos os mais miseráveis pecadores, necessitados a todo momento do perdão de Deus. A doutrina da depravação total é tão profunda e verdadeira ao afirmar que mesmo nos mais elevados padrões de cultura e ciência, mesmo nas maiores obras do homem, em suas mais suntuosas construções, ou em seus mais profundos e elaborados tratados científicos, em tudo isso está a mancha do pecado, da falha e da iniquidade! Ó pobres que somos! Se você não entender que precisa do perdão de Deus diariamente, que precisa ter fé nele e receber o perdão do pecado pelo seu sangue, então, sua alma estará em grandiosíssimo perigo! Se você não entendeu isso até agora, não se frustre. Sempre há tempo de concerto! Volte-se a Cristo agora e firme-se nesta esperança. Abandone o materialismo que tem tragado milhares de almas nos dias presentes. Confie na eficácia do sangue de Jesus! E lembre-se de que “se todavia alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; e ele é a propiciação pelos nossos pecados” (1 João 2:1-2).

O terceiro e último grupo de pessoas que quero atingir com este tratado é, dentre todos, o mais importante. É o mais importante não porque façam algo por assim merecer (ninguém o faz), mas por que Deus tem excessiva preocupação com eles. Por um deste grupo, Deus deixa noventa e nove dos grupos anteriores para trás a fim de resgatá-lo (Lucas 15:4). Se você leu a referência, sabe que estou falando daqueles que não conhecem a Jesus. Daqueles que não tem um pastor ou bispo a cada Domingo os exortando na verdade do Evangelho. Daqueles para os quais, talvez, esse texto seja a única oportunidade que terão de ouvir as boas novas antes de partir deste mundo. Não desejo deixar esta oportunidade passar em vão.

Se você que lê esse artigo é alguém que nunca confessou seus pecados e entregou sua vida para sempre para Jesus, ou ainda é alguém que depois de fazê-lo esfriou em sua fé e o abandonou, fico muito feliz em poder lhe dizer hoje, no momento em que lês esse texto, que Jesus Cristo derramou seu sangue na cruz para salvar a sua vida da morte! Não da morte física, a qual todo homem enfrentará, salvo os justos que viverem no dia da volta de Cristo, mas antes, da morte eterna, da condenação eterna que todo aquele que morrer separado de Deus, sem seus pecados perdoados, terá de enfrentar. Que terrível coisa é enfrentar a separação eterna de Deus! Medite nisso hoje, querido! Mas, acima de tudo, tenha em mente que Jesus Cristo veio derramar seu sangue para nos revelar o amor maior com que Deus nos amou. Um amor tão grande que nos possibilita hoje sermos restaurados, vivermos uma nova vida, não mais longe de Deus, mas unidos a Ele eternamente! E eu posso lhe afirmar, com a certeza de alguém que confia na Bíblia, que das mãos dele ninguém lhe poderá arrebatar, pois Jesus afirmou: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão” (João 10:28). Esta é, sem dúvida, a firme e forte esperança a que todo homem deve se agarrar se quiser ser salvo!

E você que lê isto hoje, talvez o inimigo, o acusador, que é o diabo, venha tentar lhe soprar na mente todos os seus pecados e delitos outrora cometidos. Que o Senhor o repreenda! Se você é uma dessas pessoas, deixe eu lhe expor uma última verdade bíblica: “Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro” (Isaías 43:25). Veja, hoje o Senhor Deus te diz que se você o receber como Senhor e Salvador, então Ele apagará de sua memória todos os seus pecados. Nenhum, nenhum sequer, restará em tua conta. Por pior que ele venha a ser. Você pode ser livre hoje, mas somente porque, um dia, Jesus Cristo derramou o seu SANGUE na cruz, sangue que deu a você o direito de receber o perdão e de ser chamado justo perante Deus!

Se você quer este Deus, Jesus Cristo, que tanto te amou, procure hoje uma comunidade, uma congregação cristã evangélica, onde você poderá ouvir e aprender mais sobre este Deus que tanto te amou, bem como receberá o puro alimento para perseverar até o fim, seja este a sua morte, quando você deixará este mundo com a mesma certeza de Paulo, que sabia que encontrar-se-ia com Cristo, ou a ocasião do retorno de Jesus que em breve virá, e os que estiverem vivos serão arrebatados com Ele nos ares e receberão um novo corpo, incorruptível, e viverão com Ele eternamente. Já não seremos mais afligidos pela morte, pela dor, tampouco pelo pecado que tanto nos mancha. Se você quer aguardar este dia com a certeza de que estará do lado certo, certo de que terá alcançado a salvação de sua alma, eu te digo, tome esta decisão hoje e viva!

__________________________________________________________________
Este artigo pode ser citado em todo ou em parte, desde que citada a fonte (este blog) e o autor.